Como harmonizar vinhos com a ceia de Natal?

Olá! Aposto que vocês já pensaram no que irão servir na ceia de Natal. Mas e o vinho? A bebida é uma ótima pedida para acompanhar a ceia, desde a entrada, o peru, até a sobremesa, como o panetone. Mas qual vinho servir? Qual combina com cada tipo de comida?

Se você, como eu, não entende de harmonização, precisa ler essas dicas dadas pela sommeliere da Casa do Vinho – Famiglia Martini, Gil Vesolli.

A sommelière da Casa do Vinho - Famiglia Martini, Gil Vesolli, orienta sobe a harmonização do vinho para a ceia de Natal. Foto: Paulo Cunha/Outra Vis

A sommelière da Casa do Vinho – Famiglia Martini, Gil Vesolli, orienta sobe a harmonização do vinho para a ceia de Natal. Foto: Paulo Cunha/Outra Visão

“O primeiro passo é levar em conta que o Natal tem muita comida, de vários tipos; são momentos especiais, com a família; a duração de uma ceia é longa, começa cedo e atravessa a noite; e que tem muita gente, com gostos diversos”, adianta Gil. “Com tudo isso em mente, fica claro que não existe um vinho único que vai harmonizar com tudo, do começo ao fim. Diversos vinhos indo num crescente é o mais adequado à situação. E capriche na escolha, pois sua família merece!”, orienta.

Segundo a sommeliere, é possível fazer uma ceia com cerca de quatro diferentes tipos de vinhos e harmonizá-los muito bem com a comida, dando escolha aos convidados e levando em conta suas preferências pessoais.

Na entrada 

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Por Jon Sullivan – Creative Commons

Como o encontro vai ser longo, o ideal é começar com um espumante ou champanhe antes do jantar. “São vinhos perfeitos para abrir o apetite, refrescar o calor do nosso fim de ano tropical e acompanhar as primeiras comidinhas”, indica Gil. “Onde há muita gente há muitos gostos, um bom champagne pode servir bem aos que desejam passar a noite com apenas um vinho. Finíssimo e elegante, ele acompanha educadamente grande parte das comidas de fim de ano, se não harmonizar completamente também não vai brigar com elas”, explica.

Sugestões:

Iris Terre Casonato Rosé Brut: espumante seco que acompanha pratos mais leves como frutos do mar, entradas em geral, comida japonesa e até uma boa salada

Pierre Gimonnet Champagne Cuis 1er Cru Brut: ideal como aperitivo, mas também pode acompanhar muito bem a refeição completa.

Durante a ceia

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Por Daniel Panev – Creative Commons

Gil explica que a escolha para a ceia deve levar em conta o que será servido. Peru ou tender podem acompanhar um branco encorpado com passagem pela madeira ou um tinto leve.

Bacalhau pede branco com passagem em barrica ou tinto leve a médio e frutado.

Leitão pururuca é tradicionalmente servido em Portugal com vinhos tintos tânicos como os da uva Baga. Levando em conta a untuosidade da gordura que a carne tem e sua secura, entende-se que ele cai muito bem com um branco jovem e ácido. “Como sempre há quem não abra mão de vinho tinto para acompanhar o jantar, é melhor ter essa opção ainda que a comida peça vinho branco. Escolha aquele que “erra” menos em relação à comida”, sugere.

Para aqueles do Sul do Brasil que optam por um bom churrasco, a indicação são vinhos mais encorpados e estruturados. Já para pessoas de regiões litorâneas, especialmente Nordeste, onde nessa época comem comidas regionais com muitos frutos do mar, o ideal é dar preferência aos brancos frescos.

Vegetarianos podem continuar com o espumante ou champanhe, os brancos e até tintos leves nos pratos com soja e molhos mais estruturados que levem shoyu ou frutas vermelhas.

Em todos os pratos, considere o molho. Um peru servido com molho de frutas negras pede um vinho tinto mais encorpado e frutado. Um molho de frutas brancas mais ácidas fica melhor com um vinho branco fresco e frutado. “O sabor predominante deve ser levado em conta sempre”, explica Gil.

Sugestões:

Rodolphe Demougeot Auxey-Duresses Les Clous 2008: maravilhoso com galo braseado, javali, salmão defumado, atum

Quinta dos Poços Colheita 2011: ideal para acompanhar pratos de carne e pastas.

Château Rives Blanques Le Limoux 2012: peixes mais saborosos, pratos mais condimentados, bacalhau, aves, frutos do mar

Rapitalà Gran Cru Chardonnay 2009: timo com carnes brancas quentes e frias, mariscos, peixes fumados, terrines e galantines, foie gras, queijos maduros e queijos com ervas

Sobremesas

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Por Fast Forward Event Productions – Creative Commons

 

A sommelier enfatiza que as sobremesas pedem vinhos doces. “Panetone fica delicioso com Moscato d’Asti e Madeira. Chocottone, com Porto, sobremesas à base de chocolate também pedem Portos. Já as sobremesas à base de frutas frescas e creme de leite vão bem também com Moscato e Madeira, além de espumantes adocicados”.

Sugestões:

Quinta do Tedo Porto Don Tedo Special Select Ruby: como aperitivo a qualquer hora do dia, ou acompanhando frutas secas, queijos e h’ors-d’ouevres, uvas, figos, frutas vermelhas, tortas de frutas do bosque e sobremesas de chocolate.

Barbeito Reserva Boal 5 anos – Semi-doce 500ml: Excelente digestivo. Ótimo com foie gras, queijos mais fortes como os azuis, o taleggio, o epoisses e sobremesas bem variadas, entre elas tarte tatin, pudins, crème brulée e tiramisù.

Cá Bianca Moscato d’Asti DOCG 2012: ótimo acompanhando sobremesas leves a base de frutas.

Gostaram das dicas?

Bjos, Renatinha. 😉

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