Tipo de panela influencia a saúde

 

Olá! Quando vocês vão comprar uma panela, qual o principal diferencial para a sua compra? O preço, o design, o material? Eu confesso que eu adoro uma panela colorida…bonitinha!rs

Mas o assunto é sério. A nutricionista Juraci Teresinha Verdi alerta que as panelas de cerâmica são as melhores porque são totalmente livres de metais pesados. “Aqui no Brasil, temos a Ceraflame, que garante aos consumidores produtos de cerâmica 100% resistentes a choques térmicos e atóxicos, contribuindo para a saúde do consumidor. O que jamais devemos usar são as de alumínio, por sua alta capacidade de transferir esse perigoso metal à saúde”, explica.

panela

 

Conheça os tipos de panela e os cuidados que devemos tomar para preservar a nossa saúde e da família.

Antiaderente: a função antiaderente do seu revestimento (politetrafluoretileno) permite tanto vantagem na limpeza da panela como também que se use menos gordura nas preparações. Por outro lado, se este revestimento for danificado acontece a migração dos metais da panela, sendo prejudicial à saúde. Altas temperaturas por tempo prolongado podem decompor o antiaderente e, com a degradação térmica, mais de 15 gases tóxicos, como o CFC, responsáveis pela destruição da camada de ozônio são liberados.

Então, a dica é: se a sua panela antiaderente começar a descascar, jogue fora!

Pedra-sabão: a natureza antiaderente e a capacidade de reter calor são suas características mais atrativas. Dependendo da matéria utilizada na sua fabricação, pode liberar quantidades expressivas de alguns minerais como, cálcio, magnésio, ferro e manganês e faz uma pequena barreira na migração dos minerais tóxicos, como o níquel. É utilizada na preparação de alimentos aquosos e não é indicada para frituras e armazenagem de alimentos por mais de 24horas.

Neste caso, você pode fazer aquela feijoada deliciosa ou uma moqueca na panela pedra-sabão, mas não deixe o alimento armazenado.

Aço inoxidável: Por ter fundo triplo, atinge altas temperaturas. É composto por ferro, cromo e níquel. O níquel é um dos metais mais tóxicos da tabela periódica. Sua toxidade está associada a alergias, dermatites de contato, asma, afeta o sistema nervoso. Entre os fatores que favorecem a migração para o alimento estão a acidez do alimento, tempo de contato. Quanto maior, mais migração. Portanto, nunca armazene alimentos na panela. Teor de água da preparação, alimentos fontes de enxofre (repolho, cebola, brócolis, couve-flor), também favorecem a migração metálica. Não use esponjas de aço para lavar a panela, pois favorece migração.

Vidro: Fabricado com elementos comuns na crosta terrestre como sílica, boro e sódio cálcico. O material é obtido por um processo de congelamento de líquidos superaquecidos. Seu maior atrativo é a transparência que permite ver o processo de elaboração dos alimentos. Tem facilidade na limpeza. Preço e fragilidade, pesam na escolha, além de requerer atenção a fim de não queimar o alimento.

Barro: pode aumentar as reservas corporais de ferro no organismo, aumentando doenças degenerativas (infarto, câncer, artrite, artrose e diabetes). É contraindicada em preparações com baixo conteúdo de água, pois tendem a desidratar e ressecar. Deve ser conservada sempre bem seca, pois retém sujeiras facilmente em seus pequenos poros. Assim como as panelas de vidro, as manufaturadas com barro não transferem minerais e/ou metais pesados durante a cocção dos alimentos. Seu risco maior está sob o ponto de vista microbiológico. Por ter uma grande porosidade, quando não higienizadas corretamente, podem ser foco de contaminação por bactérias e fungos.

Cerâmica: É a melhor opção para a saúde e para a praticidade dos consumidores. A cerâmica preserva o calor, deixando o alimento quente por mais tempo. Além disso, tem tecnologia 100% resistente a choques térmicos, não risca, é totalmente atóxica, não prejudicando a saúde. Pode ser levada a geladeira, forno, lava-louças ou micro-ondas. É indicada para todos os tipos de preparações, sendo importante em preparações de alimentos aquosos como: molhos, ensopados, caldos, feijões, lentilha, arroz, entre outros e frituras. Não tem contraindicações.

Alumínio: Durante a cocção o alumínio do recipiente migra para o alimento, levando a intoxicação por alumínio. Pesquisas mostram que tal migração é maior em panelas de pressão do que em panelas normais ou em fôrmas de bolo. O excesso de alumínio interfere com a absorção do selênio e do fósforo. Os alimentos ácidos aumentam a absorção do alumínio e aumenta a liberação do alumínio das panelas fabricadas com este metal, devido a isso à panela de alumínio é contraindicada nas preparações de alimentos ácidos e aquosos com molho de tomate, iogurte. Alguns sintomas de intoxicação leve por alumínio incluem: diminuição da capacidade intelectual, esquecimento fácil, dificuldade de concentração e perda de massa óssea. É comprovado que o alumínio está associado à incidência dos males de Alzheimer e de Parkinson, às doenças do sistema esquelético, como alterações do metabolismo do cálcio (raquitismo), hematológico (do sangue), à constipação intestinal, cólicas abdominais, anorexia, náuseas, fadiga, alterações neurológicas com graves danos ao tecido cerebral. Na infância pode causar hiperatividade e distúrbios do aprendizado.

Cobre: O cobre pode reagir facilmente com os componentes da atmosfera, formando hidróxidos e complexos perigosos a saúde. Também no aquecimento o cobre é oxidado e altera sua cor característica, sendo indesejável do ponto de vista estético. O cobre migra para qualquer alimento que entre em contato, especialmente os mais ácidos. Na preparação de salgados, ocorrem reações químicas com sais e óxidos produzindo toxinas.  Quando há ingestão contínua de quantidades maiores de cobre pode causar dano renal, dores nas juntas e até lesões cerebrais, alterações nas articulações, náuseas, vômitos e diarreia.

Ferro: suas características principais são o peso e a cor escura. Pode aparecer ferrugem, sendo altamente prejudicial à saúde. Também pode liberar toxidade na cocção de alguns tipos de alimentos. Existem poucas evidências científicas na liberação de minerais benéficos como o ferro e o manganês. Em frituras e alimentos que possam ter sua aparência comprometida pelo contato com a panela, como refogado de vegetais, chuchu, cenoura e outros, a panela é contraindicada.

Esmaltada: Conhecidas também como ágata as panelas esmaltadas atraem pelo seu design. O esmalte aplicado sobre o ferro impede a ferrugem. A base da panela pode ter espessura mais fina que as tradicionais panelas de ferro garantindo maior leveza. Apresentam boa retenção de calor, aquecendo rápido o alimento e o mantendo quente. O esmalte usado pode conter elementos tóxicos como o chumbo e os decalques na superfície interna, os quais podem conter cádmio. Como o ferro está revestido pelo esmalte não há liberação de ferro. É boa para carnes, mas não deve ser usada para frituras por imersão, uma vez que o óleo pode aquecer além da conta e se deteriorar, formando compostos nocivos à saúde e toxidade.

 

Gostaram das dicas?

Bjos, Renatinha. 😉

Anúncios

2 pensamentos sobre “Tipo de panela influencia a saúde

Deixe aqui seu tempero (ou desespero).

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s